| Revisitando Adam Smith: idéias que não devemos esquecer |
|
|
|
| Escrito por Alexsandro Rebello Bonatto | |
| 01-Dez-2008 | |
|
O artigo revisa um pouco do pensamento liberal de Adam Smith a partir de passagens de seu livro " A riqueza das nações".
Em tempos de crise econômica a primeira vítima normalmente é o livre comércio e a primeira atitude é a regulação dos mercados.
Contudo, em tempos de insegurança e pessimismo quanto ao funcionamento dos mercados e em última instância do próprio capitalismo, nada melhor que lembrarmos do economista que lançou as bases do pensamento liberal: o escocês Adam Smith com a publicação do livro Indagações sobre a natureza e as causas da riqueza das nações em 1776. O livro se concentra numa meta em particular: descobrir leis que expliquem como conquistar a riqueza. E tais leis estariam no desejo humano de melhorar suas condições de vida. Smith descobriu um “... desejo de melhorar a nossa condição, um desejo que, embora geralmente calmo e desapaixonado, vem conosco do útero, e nunca nos abandona até que nós vamos para o túmulo”. Entre o nascimento e morte “... existe um instante escasso e talvez único no qual qualquer homem está tão perfeita e completamente satisfeito com a sua situação, que não tem nenhum desejo de alteração ou melhoria de nenhum tipo. Existiria ainda “...uma certa propensão na natureza humana (...) para negociar, permutar e trocar uma coisa por outra (...) isso é comum a todos os homens. Para aumentar a riqueza das nações, Smith argumenta que a sociedade deveria explorar essas tendências naturais. A seguir apresentamos alguns tópicos sobre o pensamento exposto na Riqueza das Nações:
“Eu, de forma egoísta, compro cuecas, mas ao fazê-lo transfiro recursos para as mãos dos fabricantes de cuecas e não faço mal a ninguém. Os trabalhadores na indústria têxtil da China, onde a cueca é fabricada, buscam de forma egoísta o melhor emprego, enquanto os empresários buscam, também de maneira egoísta, contratar os empregados mais capazes. Tudo isso beneficia a todos. Os vens são manufaturados apenas se as pessoas quiserem compra-los e são produzidos pelos mais aptos a fazê-lo. Motivos talvez egoístas são postos a serviço de todos.
Como vemos são princípios simples que descritos com a genialidade de Smith que nortearam o pensamento liberal e a forma de fazer negócios nos últimos 200 anos de economia capitalista. Infelizmente de tempos em tempos parece que alguns desses ensinamentos são esquecidos e acabam por ser substituídos por outros, nem tão brilhantes. O resultado é conhecido: escuridão do pensamento, pobreza e crises financeiras. Bibliografia: Ariely, Dan. Previsivelmente irracional: as forças ocultas que formam as nossas decisões. Tradução Jussara Simões. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. Buchholz, Todd G. Novas Idéias de economistas mortos; tradução de Luiz Guilherme Chaves e Regina Bhering. Rio de Janeiro: Record, 2000. Gonçalves, Carlos e Guimarães, Bernardo. Economia sem truques: o mundo a partir das escolhas de cada um. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. Harford, Tim. O economista clandestino. Tradução Fernando Carneiro. Rio de Janeiro: Record, 2007. McMillan, John. A reinvenção do bazar: uma história dos mercados; tradução de Sergio Góes de Paula. Rio de Janeiro: Jorge Zahar E., 2004. Por Alexsandro Rebello Bonatto em 1° de dezembro de 2008. Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email |
| Próximo > |
|---|





